sábado, 5 de janeiro de 2008

(Un)employed March

É interessante observar como as perspectivas mudam, e fazem-nos sentir diferentes a cada novo vislumbre. Pouco antes do mês de dezembro, minhas expectativas e esporádicas previsões eram totalmente diferentes. De algum jeito bizarro, uma revira-volta ocorreu e tudo colocou-se de cabeça para baixo, tão suave quanto um rinoceronte. O choque é sempre grande, se você observa de perspectivas ruins - que foi, obviamente, o que eu fiz.
Para ser mais específico, fiz uma das provas mais difíceis da minha vida - o vestibular da UFJF - que de alguma maneira bizarra não possui língua estrangeira ou redação em seus conteúdos básicos, além de obrigar todos os vestibulandos a realizar uma prova aberta de todas as matérias, na segunda fase. Basicamente, um show de horrores. E graças ao constante exibicionismo de nossa querida universidade local, os candidatos por vaga de psicologia aumentaram absurdamente, tornando psicologia um dos pouquíssimos cursos a subir o ponto de corte. Pois é, se eu tivesse feito o vestibular há um ano atrás, teria passado. Infelizmente, o passado não me interessa.
Onde quero chegar? No início, foi um choque muito grande pra mim. Especialmente porque isso significa que não vou morar sozinho até o meio do ano. Perguntei-me, "o que farei eu nestes longos seis meses, que serão aparentemente improdutivos?". Eis que surgiu a idéia de tornar-me proletário. Trabalhar, ganhar e juntar dinheiro, para que eu não precise ficar constantemente abordando meu pai sobre esse assunto tão incômodo. Os créditos da idéia vão também à Vit, que me animou bastante, como ela sempre faz.
Então, a idéia parece atraente. Buenas!